- O argumento de Smil: por que esses quatro?
- Amônia — o fertilizante que alimenta metade da humanidade
- Concreto — o material mais consumido depois da água
- Aço — a espinha dorsal da infraestrutura moderna
- Plástico — a matéria-prima mais versátil e mais problemática
- Quadro comparativo: os 4 pilares lado a lado
- Por que é tão difícil descarbonizar esses setores?
- O que isso significa para o Brasil e para o mundo
Em seu livro How the World Really Works (2022), Vaclav Smil — físico tcheco-canadense e um dos analistas de energia mais rigorosos do mundo — faz uma observação que desafia o discurso dominante da transição energética: a civilização moderna não repousa sobre chips de silício, inteligência artificial ou painéis solares. Ela repousa sobre quatro materiais fundamentais: amônia, concreto, aço e plástico.
Sem amônia, metade da população mundial não teria o que comer. Sem concreto, não haveria cidades, represas ou estradas. Sem aço, não existiriam arranha-céus, pontes, navios ou turbinas eólicas. Sem plástico, a medicina moderna, a eletrônica e a embalagem de alimentos seriam impossíveis. E todos os quatro dependem, em maior ou menor grau, de combustíveis fósseis — não apenas como fonte de energia, mas como matéria-prima química insubstituível.
Este artigo analisa cada um desses pilares com dados reais e verificados: quem produz, quem consome, quanto CO₂ emite, e por que substituí-los é muito mais difícil do que substituir a gasolina de um carro por eletricidade.
USGS / IndexBox
USGS 2023
World Steel Association
PlasticsEurope
estimativa consolidada
pelos 4 setores juntos
① Amônia — o fertilizante que alimenta metade da humanidade
O que é e para que serve
A amônia (NH₃) é um gás incolor produzido pela reação de nitrogênio atmosférico com hidrogênio. Sintetizada industrialmente pelo processo Haber-Bosch desde 1913, é a base de quase toda a cadeia de fertilizantes nitrogenados — ureia, nitrato de amônio, fosfato diamônico (DAP) e NPK. Cerca de 80% da amônia produzida no mundo vai para a agricultura. Os 20% restantes entram em plásticos, explosivos, refrigeração, têxteis sintéticos e produtos farmacêuticos.
Produção global: quem domina
Em 2023, a produção global de amônia foi estimada em 150 milhões de toneladas métricas. A China liderou com aproximadamente 43 milhões de toneladas, seguida por Rússia, Estados Unidos e Índia, cada um com cerca de 14 milhões de toneladas. Considerando a capacidade instalada total, as instalações de produção estão concentradas na China (29%), Índia (9,5%), EUA (9,5%), Rússia (9,5%), Indonésia (4%), Irã (2,9%), Egito (2,7%) e Arábia Saudita (2,7%).
| País | Produção 2023 (Mt) | % global | Matéria-prima principal | Intensidade de carbono |
|---|---|---|---|---|
| 🇨🇳 China | 43 | 29% | Carvão (85%) | Alta — 3,5–4,5 tCO₂/t NH₃ |
| 🇷🇺 Rússia | 14 | 9,5% | Gás natural | Moderada — 1,5–1,8 tCO₂/t NH₃ |
| 🇺🇸 EUA | 14 | 9,5% | Gás natural | Moderada — 1,5–1,8 tCO₂/t NH₃ |
| 🇮🇳 Índia | 14 | 9,5% | Gás natural / carvão | Moderada-Alta |
| 🇮🇩 Indonésia | 6 | 4% | Gás natural | Moderada |
| Resto do mundo | 59 | 39% | Variada | Variada |
| TOTAL GLOBAL | ~150 | 100% | — | Média: ~2,4 tCO₂/t NH₃ |
Os maiores importadores são Marrocos (3 Mt), Índia (2,5 Mt), Estados Unidos (2,1 Mt) e Coreia do Sul (1,7 Mt), juntos respondendo por 50% do total importado em 2024.
Consumo de energia e emissões
O processo Haber-Bosch opera a 400–500°C e 100–200 atm. É energeticamente intenso: a produção de amônia consome cerca de 2% da energia total usada pela humanidade por ano (35–50 GJ por tonelada de amônia) e emite mais de 420 milhões de toneladas de CO₂ anualmente.
A intensidade de carbono varia dramaticamente pela matéria-prima: a China produz cerca de 85% de sua amônia a partir de carvão, o que resulta em 3,5 a 4,5 toneladas de CO₂ equivalente por tonelada de amônia — mais que o dobro de uma planta a gás natural moderna. Uma planta Haber-Bosch moderna e otimizada alimentada com metano emite em torno de 1,5 a 1,6 toneladas de CO₂ equivalente por tonelada de amônia produzida.
| Rota de produção | Energia (GJ/t NH₃) | CO₂ (tCO₂/t NH₃) | % da produção global |
|---|---|---|---|
| Carvão + Haber-Bosch (China) | 40–50 | 3,5–4,5 | ~29% |
| Gás natural + Haber-Bosch (SMR) | 28–36 | 1,5–1,8 | ~67% |
| Eletricidade renovável + Haber-Bosch | 38–60 | 0,1–0,5 | <1% |
| Média global ponderada | ~36 | ~2,4 | 100% |
Combinada com a energia necessária para produzir hidrogênio e nitrogênio atmosférico purificado, a produção de amônia responde por 1–2% do consumo global de energia, 3% das emissões globais de carbono e 3–5% do consumo global de gás natural.
② Concreto — o material mais consumido depois da água
O que é e por que é onipresente
O concreto é uma mistura de cimento Portland (ligante), água, areia e brita. O cimento é produzido pela calcinação do calcário (CaCO₃) a aproximadamente 1.450°C — uma reação que libera CO₂ tanto pela queima de combustível quanto pela decomposição química do carbonato. Essa dupla origem das emissões é o que torna o cimento particularmente difícil de descarbonizar.
O concreto é o segundo material mais consumido no mundo, atrás apenas da água. Está em edifícios, pontes, represas, estradas, fundações, dutos e portos. Sem ele, não existem metrôs, usinas hidrelétricas ou infraestrutura de saneamento.
Produção global: dominância asiática
Mais de quatro bilhões de toneladas métricas de cimento são atualmente produzidas mundialmente a cada ano. A produção de cimento na China mais que triplicou entre 2000 e 2023, chegando a cerca de dois bilhões de toneladas métricas por ano, tornando o país o maior produtor mundial de cimento por uma grande margem.
| País / Região | Produção 2023 (Mt) | % global | CO₂ cimento (MtCO₂) | Principais empresas |
|---|---|---|---|---|
| 🇨🇳 China | ~2.000 | 51% | 718 | CNBM, Anhui Conch, Tianshan |
| 🇮🇳 Índia | ~410 | 10% | 177 | UltraTech, Shree Cement, ACC |
| 🇻🇳 Vietnã | ~110 | 2,7% | ~40 | Vicem, Xuân Thành |
| 🇺🇸 EUA | 91 | 2,3% | ~35 | LafargeHolcim, Vulcan Materials |
| 🇧🇷 Brasil | ~70 | 1,7% | ~25 | Votorantim, InterCement, CSN |
| 🇩🇪 Alemanha / UE | ~180 | 4,3% | ~65 | Heidelberg, Holcim, Cemex |
| TOTAL GLOBAL | ~4.100 | 100% | ~1.560 | — |
Emissões: o problema duplo do cimento
As emissões globais da fabricação de cimento chegaram a 1,56 bilhão de toneladas de CO₂ em 2023. As emissões da produção de cimento aumentaram massivamente desde os anos 1960 e mais que dobraram desde a virada do século.
A origem das emissões é singular: aproximadamente 50% vem da decomposição química do calcário (CaCO₃ → CaO + CO₂), 40% da queima de combustível para aquecer os fornos, 5% da eletricidade e 5% do transporte. A metade química não pode ser eliminada por simples substituição de combustível — ela é inerente à reação. Isso torna o cimento um dos materiais mais difíceis de descarbonizar.
③ Aço — a espinha dorsal da infraestrutura moderna
O que é e por que não tem substituto
O aço é uma liga de ferro e carbono (0,02–2,1% de carbono), com propriedades mecânicas ajustáveis por tratamento térmico e adição de elementos de liga (manganês, cromo, níquel, molibdênio). É o material estrutural por excelência: está em prédios, pontes, automóveis, navios, trilhos, turbinas eólicas, painéis solares (estrutura metálica), eletrodomésticos e embalagens.
Smil observa que a turbina eólica que deveria "substituir" o petróleo é feita de aço e cimento — e que a transição energética é, ela mesma, uma das maiores consumidoras de aço da história.
Produção global: China lidera com folga
Em 2024, a China produziu 1.005 Mt de aço bruto, seguida por Índia com 149 Mt, Japão com 84 Mt e Estados Unidos com 79,5 Mt. O setor se concentra dramaticamente: China, Índia, Japão, EUA e Rússia juntos respondem por mais de 70% da produção mundial.
Emissões: 7–8% do total global
Em 2024, em média, cada tonelada de aço produzida levou à emissão de 2,18 toneladas de CO₂e (escopos 1, 2 e 3). No mesmo ano, 1.886 milhões de toneladas de aço foram produzidas, e as emissões totais do setor foram da ordem de 4,1 bilhões de toneladas de CO₂e — representando 7–8% das emissões antropogênicas globais de GEE.
A intensidade de carbono depende radicalmente da rota tecnológica:
| Rota de produção | CO₂ por tonelada | % da produção global | Matéria-prima principal |
|---|---|---|---|
| Alto-forno + Conversor LD (BF-BOF) | 2,33 tCO₂/t | ~70% | Minério de ferro + coque |
| Forno a arco elétrico com sucata (Scrap-EAF) | 0,68 tCO₂/t | ~25% | Sucata de aço |
| DRI + Forno elétrico (DRI-EAF) | ~1,0 tCO₂/t | ~5% | Minério + gás natural / H₂ |
| Média global (World Steel 2023) | 1,92 tCO₂/t | 100% | — |
Cada tonelada de sucata de aço usada evita a emissão de 1,5 tonelada de CO₂ e evita o consumo de 1,4 tonelada de minério de ferro, 740 kg de carvão e 120 kg de calcário. O EAF com sucata é a rota mais limpa disponível em escala — mas depende de disponibilidade de sucata, que é escassa em países com produção em expansão.
④ Plástico — a matéria-prima mais versátil e mais problemática
O que é e por que proliferou
Plásticos são polímeros sintéticos derivados majoritariamente de petróleo e gás natural. Os principais tipos são polietileno (PE), polipropileno (PP), PVC, poliestireno (PS) e PET — cada um com propriedades e aplicações distintas. A leveza, durabilidade, impermeabilidade e baixo custo tornaram o plástico o material preferido para embalagens (40% de todo o plástico produzido), construção (20%) e setor automotivo (10%).
Smil observa que o plástico é o único dos quatro materiais que não tem função estrutural primária na civilização — mas é o mais difuso, entrando em praticamente todos os produtos industriais modernos.
Produção global: crescimento ininterrupto desde 1950
A produção anual global de plásticos mais que dobrou, passando de 234 Mt em 2000 para 460 Mt em 2019 — e o resíduo plástico mais que dobrou, de 156 Mt para 353 Mt no mesmo período. Em 2023, a produção chegou a aproximadamente 460 Mt (PlasticsEurope). A Ásia responde por mais de 50% da produção global, com China dominando.
O problema das emissões e do descarte
Os plásticos têm uma pegada de carbono significativa, contribuindo com 3,4% das emissões globais de gases de efeito estufa ao longo de seu ciclo de vida. Em 2019, os plásticos geraram 1,8 bilhão de toneladas de emissões de GEE, com 90% provenientes de sua produção e conversão a partir de combustíveis fósseis. O relatório completo está disponível em OECD Global Plastics Outlook.
O problema do descarte é igualmente grave. De todo o plástico produzido até 2015, aproximadamente 9% havia sido reciclado, 12% foi incinerado e 79% acumulou-se em aterros ou no ambiente natural. E a situação não melhorou muito: apenas 9% do plástico que o mundo produz se transforma em um novo produto — e menos de 1% é reciclado mais de uma vez. Para entender como o consumo de plástico se conecta à matriz energética, veja o artigo sobre emissões de CO₂ do Brasil no contexto global.
| País / Região | Produção estimada (Mt/ano) | % global | Taxa de reciclagem | Maior problema |
|---|---|---|---|---|
| 🇨🇳 China | ~60–70 | ~15% | Baixa | Descarte e contaminação oceânica |
| 🇺🇸 EUA | ~50 | ~11% | 5–9% | Dependência de exportação de resíduo |
| 🇩🇪 Alemanha | ~14 | ~3% | ~46% | Qualidade da reciclagem mecânica |
| 🇰🇷 Coreia do Sul | ~10 | ~2% | >50% | Exportação de plástico contaminado |
| 🇧🇷 Brasil | ~8 | ~2% | <2% | Aterramento e descarte irregular |
| 🇮🇳 Índia | ~10 | ~2% | Muito baixa | 40% do resíduo não coletado |
| TOTAL GLOBAL | ~460 | 100% | ~9% | Poluição + carbono |
Os 4 pilares lado a lado
| Material | Produção/ano | Emissões CO₂/ano | % emissões globais | Energia/ton | Principal produtor |
|---|---|---|---|---|---|
| Amônia | ~185 Mt | ~420 MtCO₂ | ~1,5% | 28–50 GJ/t | China (29%) |
| Cimento | ~4.100 Mt | ~1.560 MtCO₂ | ~4–5% | 3–5 GJ/t | China (51%) |
| Aço | ~1.890 Mt | ~4.100 MtCO₂e | ~7–8% | 21 GJ/t | China (53%) |
| Plástico | ~460 Mt | ~1.800 MtCO₂e | ~3–5% | ~60–80 GJ/t | China (~15–20%) |
| TOTAL 4 PILARES | — | ~7,9 GtCO₂e | ~18–20% | — | China domina todos |
| Referência: setor de transportes global | — | ~8 GtCO₂ | ~20% | — | IEA 2023 |
Por que é tão difícil descarbonizar esses setores?
A eletrificação de um carro é relativamente direta: o motor de combustão é substituído por motores elétricos, a gasolina por baterias. A descarbonização dos quatro pilares é estruturalmente diferente, por três razões fundamentais que Smil detalha:
1. Os fósseis não são só combustível — são matéria-prima
No processo Haber-Bosch, o gás natural fornece o hidrogênio para a reação química N₂ + 3H₂ → 2NH₃. Substituir o gás por hidrogênio verde eleva o custo 2–3 vezes — como detalhado no artigo sobre LCOH do hidrogênio verde. No coque de alto-forno, o carbono do carvão não apenas aquece o forno: ele reage com o minério de ferro (Fe₂O₃ + 3C → 2Fe + 3CO), sendo o agente redutor da reação. Substituí-lo por hidrogênio (a rota do aço verde) exige uma reestruturação completa do processo industrial.
No cimento, como visto, metade das emissões vem da reação química do calcário — não da queima de combustível. Mesmo que toda a energia do setor venha de fontes renováveis, 50% das emissões permanecem. Isso é radicalmente diferente do desafio da densidade energética na transição elétrica.
2. A escala é incompatível com a velocidade de transição
O Brasil produz 70 Mt de cimento por ano. Uma usina de cimento tem vida útil de 30–50 anos. Substituir o parque industrial global de cimento, aço e amônia no prazo de 20–30 anos exigiria um ritmo de investimento sem precedentes históricos. Quase 90 Mt de capacidade de novos altos-fornos de alta emissão estão planejados ou em construção antes de 2025 — ao mesmo tempo em que os projetos de aço de baixíssima emissão começam a surgir.
3. Os países em desenvolvimento precisam crescer — e crescer consome esses materiais
A demanda por cimento na África e Ásia será a maior de toda a história humana nas próximas décadas. As emissões de cimento nos países em desenvolvimento, excluindo a China, deverão atingir 1,4 a 3,8 Gt em 2050, comparadas a suas emissões anuais de 0,7 Gt em 2018. Um país que ainda está construindo sua infraestrutura básica — estradas, saneamento, hospitais, moradias — não pode simplesmente pular para materiais de baixo carbono que custam 30–50% a mais.
O que isso significa para o Brasil e para o mundo
O Brasil ocupa uma posição interessante nesse quadro. É o maior produtor de aço da América Latina (Gerdau, Usiminas, CSN, Companhia Siderúrgica de Tubarão), o maior produtor de cimento da América do Sul (Votorantim), e um dos maiores mercados de plástico e fertilizantes do mundo. Para a amônia, o Brasil é importador líquido — e altamente dependente: cerca de 70% dos fertilizantes nitrogenados consumidos pela agricultura brasileira são importados, majoritariamente da Rússia e do Oriente Médio.
| Material | Posição do Brasil | Volume | Vulnerabilidade |
|---|---|---|---|
| Amônia / fertilizantes | Importador líquido | ~6 Mt N/ano importadas | Alta — ~70% dependência externa |
| Cimento | Produtor relevante | ~70 Mt/ano | Baixa — mercado doméstico |
| Aço | Exportador regional | ~34 Mt produzidos | Baixa-Média (custos energéticos) |
| Plástico | Produtor e importador | ~8 Mt/ano | Média — feedstock fóssil |
A dependência brasileira de fertilizantes importados foi dramaticamente exposta em 2022, quando a guerra na Ucrânia interrompeu o fornecimento russo. O Brasil importa anualmente o equivalente a bilhões de dólares em amônia e ureia — um nó de segurança alimentar que nenhum painel solar ou veículo elétrico consegue desatar. Para entender como as emissões da agropecuária se encaixam nesse quadro, veja o artigo sobre emissões e desmatamento no Brasil (SEEG) e o Plano Clima do Brasil. A relação entre o setor de transportes pesados e esse cenário é analisada no artigo sobre a frota de caminhões brasileira.
Conclusão: o que Smil nos ensina
- Amônia, concreto, aço e plástico são os quatro materiais que a civilização industrial não consegue — ainda — substituir. Qualquer projeto de futuro sustentável tem que começar aqui, não pelos carros elétricos.
- Os 4 pilares juntos emitem ~7,9 GtCO₂e por ano — quase a mesma quantidade que todo o setor de transportes global. Eles recebem uma fração da atenção política e do investimento em descarbonização.
- A China controla mais de 50% da produção de cimento e aço, 29% da amônia e parcela crescente do plástico. Isso não é apenas um dado industrial — é um fato geopolítico com implicações para a segurança energética e alimentar de todos os outros países.
- A descarbonização desses setores requer soluções específicas e caras: amônia verde, aço com hidrogênio, cimento com captura de CO₂, plástico biobased ou de carbono capturado. Nenhuma dessas tecnologias está próxima de ser competitiva sem precificação de carbono.
- Para o Brasil, o ponto mais crítico é a amônia: 70% dependência externa em fertilizantes é uma vulnerabilidade estratégica que vai muito além do debate energético — toca diretamente na soberania alimentar.
- SMIL, V. How the World Really Works. Viking, 2022. — Veja também a análise comparativa de Smil e Fressoz no artigo Transição Energética: Smil vs Fressoz
- SMIL, V. Enriching the Earth: Fritz Haber, Carl Bosch, and the Transformation of World Food Production. MIT Press, 2001.
- USGS — U.S. Geological Survey. Mineral Commodity Summaries 2024 — Nitrogen (Ammonia). January 2024. Disponível em pubs.usgs.gov
- USGS — U.S. Geological Survey. Mineral Commodity Summaries 2024 — Cement. January 2024. Disponível em pubs.usgs.gov
- World Steel Association. World Steel in Figures 2025. June 2025. Disponível em worldsteel.org
- World Steel Association. Climate change and the production of iron and steel. 2024. Disponível em worldsteel.org/climate-action
- PlasticsEurope. Plastics — the Facts 2024. November 2024. Disponível em plasticseurope.org
- OECD. Global Plastics Outlook: Economic Drivers, Environmental Impacts and Policy Options. 2022. Disponível em oecd.org/environment/plastics
- Global Carbon Project. Carbon dioxide emissions from the manufacture of cement worldwide, 1960–2023. November 2024. Disponível em globalcarbonproject.org
- IEA. Steel — Breakthrough Agenda Report 2023. Paris: IEA, 2023. Disponível em iea.org
- Global Energy Monitor. A matter of transparency: 2024 insights on the steel industry. 2024. Disponível em globalenergymonitor.org
- WIKIPEDIA. "Haber process." Disponível em en.wikipedia.org/wiki/Haber_process
- LIU, X. et al. "Life cycle energy use and greenhouse gas emissions of ammonia production from renewable resources and industrial by-products." Green Chemistry, 2020. DOI:10.1039/d0gc02301a
- WU, S. et al. "Global CO2 uptake by cement materials accounts 1930–2023." Scientific Data, v. 11, 1409, 2024. doi.org/10.1038/s41597-024-04234-8
- IndexBox. Global Anhydrous Ammonia Market Overview 2024. Disponível em indexbox.io